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Fim da escala 6x1 aprovado: O trabalhador finalmente vai descansar ou o comércio vai quebrar?

A Câmara dos Deputados acaba de dar uma cartada que promete virar do avesso a rotina de quem bate ponto todos os dias. A PEC que enterra de vez a exaustiva escala 6x1 passou como um trator na noite de ontem. Mas enquanto os trabalhadores celebram a garantia de dois dias de folga na semana, empresários já começam a fazer as contas e fazem um alerta grave: o preço de tudo pode disparar. Afinal, quem vai pagar essa conta no fim do mês?


O Fim de uma Era (e do cansaço extremo?)


Com uma votação esmagadora de 472 a 22 no primeiro turno, os deputados deram o recado: a escala onde se trabalha seis dias para descansar apenas um está com os dias contados. A proposta garante a tão sonhada jornada 5x2, com o limite semanal caindo das atuais 44 para 40 horas.

O detalhe que faz os trabalhadores comemorarem e lotarem as redes sociais? Tudo isso sem perder um único centavo do salário atual. A promessa da nova lei é que o domingo volte a ser o dia sagrado de descanso, ou que, no mínimo, o trabalhador tenha garantidos seus dois dias longe do batente.

Pânico no Setor Produtivo: A Conta Vai Chegar


Se de um lado a festa varou a madrugada, do outro o clima é de absoluto desespero. Sem qualquer previsão de compensação financeira direta ou subsídios robustos do governo para segurar a onda, o setor produtivo — especialmente o varejo, supermercados, bares, restaurantes e shoppings — já soa o alarme vermelho.

Representantes do comércio são categóricos: para manter as portas abertas por sete dias na semana com os funcionários trabalhando apenas cinco, será preciso contratar mais gente. E se a folha de pagamento inchar de uma hora para outra, a matemática do mercado é cruel. As previsões mais drásticas apontam para:

  • Demissões estratégicas: Cortes agressivos para tentar equilibrar o caixa das empresas.

  • Apagão no atendimento: Lojas fechando as portas mais cedo ou simplesmente desistindo de abrir aos domingos e feriados.

  • Inflação nas prateleiras: O custo extra da contratação inevitavelmente será repassado para os produtos e serviços. Ou seja, o consumidor final é quem vai pagar mais caro pelo cafezinho, pela roupa e pela feira do mês.

O Relógio Está Correndo: A "Bomba" da Transição

Engana-se quem pensa que a folga dupla já começa na próxima segunda-feira. A Câmara aprovou uma "regra de transição" que funciona como uma contagem regressiva de 14 meses. O calendário da mudança ficou assim:

  1. Fase 1 (O choque inicial): Após a lei ser promulgada, o mercado terá apenas 60 dias para baixar a jornada obrigatória para 42 horas.

  2. Fase 2 (O golpe final): Após 12 meses dessa primeira etapa, a jornada despenca definitivamente para as cobiçadas 40 horas semanais.

Enquanto o trabalhador conta os dias no calendário para ter o seu direito garantido, o micro e pequeno empresário corre contra o tempo para não decretar falência, torcendo para que os políticos criem leis paralelas que tragam algum "balão de oxigênio" (como isenções de impostos) antes que a corda estoure do lado mais fraco.

O Polêmico "Superempregado"

No meio do texto comemorado por milhões, um detalhe controverso chamou a atenção de quem leu as letras miúdas: a criação do chamado Superempregado.

Profissionais com diploma de ensino superior que ganhem acima de R$ 21.188,87 estarão totalmente isentos do controle de jornada. O governo jura que a manobra serve para combater a "pejotização" (a contratação de pessoas físicas como empresas), mas os críticos já disparam: a lei estaria criando trabalhadores de "duas categorias" e abrindo brechas perigosas para abusos em cargos de alta gestão.

Próximos Capítulos: O Retorno do Senado

A bola agora está nas mãos do Senado Federal. O clima em Brasília é de tensão absoluta. Os senadores vão carimbar a festa histórica dos trabalhadores ou vão ceder à pressão bilionária das grandes confederações empresariais e desidratar o texto? A guerra da escala 6x1 está apenas começando, e o bolso do brasileiro já é o principal campo de batalha.




 A federação entre o Partido Socialista Brasileiro (PSB) e o Cidadania foi oficializada em um evento em Brasília, nesta sexta-feira (15 de agosto), marcando um passo importante para as eleições de 2026. A união das duas siglas visa criar uma frente de oposição forte no cenário político.

O encontro, que aconteceu por volta das 13h30 em um almoço na sede da Fundação João Mangabeira, contou com a presença de líderes de ambos os partidos. Estiveram presentes o presidente do PSB-DF, Rodrigo Dias, o ex-interventor do Distrito Federal, Ricardo Cappelli, e a deputada distrital Dayse Amarilio. O presidente do Cidadania no DF, Cristovam Buarque, não pôde comparecer.

A nova federação busca construir uma "ampla frente democrática popular" para a disputa eleitoral de 2026 no Distrito Federal, como destacou Ricardo Cappelli. O grupo já aproveitou o evento para reafirmar a pré-candidatura de Ricardo Cappelli ao Governo do DF e de Cristovam Buarque à Câmara Federal. A deputada Dayse Amarilio também teve sua pré-candidatura à reeleição na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) confirmada.

Essa aliança estratégica demonstra a intenção dos partidos de se fortalecerem para as próximas eleições, apresentando um bloco unido de candidaturas para a população.

 

O Senado Federal aprovou o projeto de lei que eleva o teto de isenção do Imposto de Renda (IR) para trabalhadores com renda mensal de até R$ 3.036, o que corresponde a dois salários mínimos. A aprovação, que ocorreu de forma simbólica e sem oposição, é um avanço significativo para a economia do país.

O que muda com a nova lei?

A principal alteração é que a nova faixa de isenção, que entrará em vigor a partir de maio de 2025, substituirá o limite anterior de R$ 2.606. Essa mudança é uma resposta à Medida Provisória 1.294/2025, que estava prestes a expirar. Com a aprovação, o novo limite se torna permanente, trazendo mais previsibilidade para os contribuintes.

A medida agora segue para a sanção presidencial e, quando sancionada, terá um impacto direto no bolso de milhões de brasileiros, especialmente aqueles com menores salários. Ao ampliar a faixa de isenção, a lei busca reduzir a carga tributária sobre os mais vulneráveis, o que pode impulsionar o consumo e a economia de maneira geral.

O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, nesta quarta-feira (30), após passar por uma cirurgia de desobstrução intestinal. No entanto, ele permanece internado em um quarto do hospital, sem previsão de alta.   

(foto: instagram/reprodução)
 "A "Rota 22", série de eventos do PL para mobilizar eleitores no Norte e Nordeste, não será interrompida pela hospitalização de Jair Bolsonaro. Seus aliados confirmaram a continuidade de algumas agendas, mesmo sem sua presença, após ele passar mal durante uma mobilização no Rio Grande do Norte. As viagens, que incluíam Ceará, Paraíba, Sergipe e Rondônia, têm como objetivo manter o apoio ao Projeto de Lei da Anistia, cuja urgência foi solicitada pelo partido. Embora algumas atividades aguardem a recuperação do ex-presidente, as agendas nos quatro estados citados estão confirmadas. Assessores informam que grandes manifestações, como as de São Paulo e Rio de Janeiro, serão
retomadas apenas após sua plena recuperação. Michelle Bolsonaro, seguindo recomendações médicas, restringiu as visitas a familiares na primeira semana de recuperação, vetando encontros políticos."




O Senado completou nesta quarta-feira a sua Mesa, com a eleição dos demais cargos que ainda estavam pendentes após a eleição do presidente da Casa Davi Alcolumbre. Num fato inédito na história recente da Casa, 11 partidos ocuparão os 11 cargos, sem que nenhuma legenda ocupe mais de um posto de direção.
A primeira-vice-presidência permanece com o PSDB e será exercida pelo senador Antonio Anastasia (MG). O segundo-vice-presidente será o senador Lasier Martins (Pode-RS), que se transferiu para a legenda nos últimos dias e recebeu a indicação.
Segunda maior bancada da Casa, o PSD (9 senadores) se encarregará da Primeira-Secretaria, com o senador Sérgio Petecão (AC). Já a maior bancada, o MDB (13 senadores), ficará com a Segunda-Secretaria — o indicado foi o senador Eduardo Gomes (TO). É a primeira vez que nenhuma das maiores bancadas ocupa cargos de presidência ou vice-presidência.
A Terceira-Secretaria terá como titular o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e a Quarta, o senador Luis Carlos Heinze (PP-RS). Os quatro suplentes da Mesa serão os senadores Marcos do Val (PPS-ES), Weverton (PDT-MA), Jaques Wagner (PT-BA) e Leila Barros (PSB-DF).
Os membros da Mesa foram eleitos em chapa única, que recebeu 72 votos favoráveis e 2 contrários. Houve ainda 3 abstenções.

Discordância

A única restrição à chapa única foi levantada pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Ele afirmou que a indicação de Flávio Bolsonaro para a terceira-secretaria não seria “de bom tom”, porque o senador é filho do presidente da República, Jair Bolsonaro. Randolfe requereu que o nome de Flávio fosse votado separadamente pelo Plenário
— Há uma vedação no que diz respeito ao bom senso e aos valores republicanos que, na ordem hierárquica do Senado Federal, haja alguém que tenha relação consanguínea direta com o chefe do Poder Executivo — disse Randolfe, salientando que não se tratava de uma questão de cunho pessoal.
Quadro de composição da atual mesa diretora do Senado.

O líder do PSL, senador Major Olimpio (SP), respondeu que os laços familiares do colega não poderiam ser um impeditivo para a sua “participação plena” nas atividades do Senado. Flávio Bolsonaro destacou que, como filho do presidente da República, está impedido de concorrer a uma série de cargos eletivos no Executivo, mas não de exercer funções no Legislativo.
Davi Alcolumbre indeferiu o requerimento de Randolfe, argumentando que nenhuma outra indicação ou candidatura para a terceira-secretaria havia sido apresentada.

Proporcionalidade

Na tradição do Senado, a distribuição de cargos da Mesa do Senado segue a proporcionalidade entre o tamanho das bancadas partidárias. No entanto, desta vez, dois partidos ficaram com cargos de menor vulto em relação às suas representações: o MDB, maior bancada, ficou com a segunda-secretaria; e o PT, que tem 6 senadores, mas ficou atrás de PPS (3) e PDT (4) na fila da suplência.
O líder do MDB, senador Eduardo Braga (AM), minimizou a derrota do partido na eleição para a Presidência do Senado, que, segundo ele, já é passado. Braga também disse que a bancada aceita a “construção política” como um elemento dos trabalhos do Senado e que agora é importante pensar na montagem das comissões.
— Conseguimos, no diálogo, construir esta pacificação que agora está demonstrada. Disputamos nas regras e reconhecemos o resultado. Sentamos e construímos uma forma de governança para que o Senado possa avançar.
O senador Humberto Costa (PT-PE) observou que sua bancada, com maior número de parlamentares, ficou preocupada com o abandono da proporcionalidade como critério de preferência para a montagem da Mesa.
— Não temos muitas alternativas, mas não é da nossa concordância que o processo tenha se dado dessa maneira. Esperamos que voltemos à pratica do respeito à proporcionalidade, que expressa o sentimento da população em relação à composição do Senado — disse.
Outros senadores destacaram que a composição da Mesa foi resultado de um esforço coletivo e participativo de todos os partidos, e que isso é uma boa sinalização. O senador Marcos Rogério (DEM-RO), por exemplo, elogiou tanto a “capacidade de articulação” do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, quanto o “esforço de compreensão” de todas as bancadas.
O senador Luiz Carlos do Carmo (MDB-GO) celebrou o fato de ter sido possível evitar uma nova discordância na sessão desta quarta-feira. Já o senador Eduardo Girão (Pode-CE) afirmou que os parlamentares demonstraram “maturidade” na definição dos demais cargos da Mesa.

Federação

A Mesa para o biênio 2019-2020 terá a participação de senadores de todas as cinco regiões do país, fato que volta a acontecer depois de quatro anos. O senador Dário Berger (MDB-SC) lembrou que é autor de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que torna isso obrigatório.
— O Senado é a Casa da Federação, responsável por trazer para o Congresso a representação dos estados. O equilíbrio federativo, que é regra no Plenário, muitas vezes não se mostra na composição da Mesa.
De acordo com a PEC 44/2016, seria assegurada a representação de todas as regiões do país na Mesa, e também seria vedada a participação de mais de um senador de um mesmo estado. A proposta de Berger aguarda um relator na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

Fonte: Agência Senado

A ministra Rosa Weber foi eleita a nova presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O ministro Luís Roberto Barroso foi eleito vice-presidente.

Eleita por seis votos a um, em votação secreta, Rosa Weber substituirá o ministro Luiz Fux no comando da Corte, a partir de 14 de agosto.
Rosa Weber é ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) e permanecerá no cargo até 25 de maio de 2020.
Perfil
Nascida em Porto Alegre (RS), Rosa é formada pela Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

A nova presidente do TSE foi juíza do Trabalho, de 1976 a 1991, e juíza do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRF-4), de 1991 a 2006.
Rosa Weber já foi ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST) tornou-se ministra do STF em dezembro de 2011, indicada para o cargo pela então presidente Dilma Rousseff.
Ela tomou posse como ministra efetiva do TSE em 24 de maio de 2016, quatro após ter assumido como ministra substituta do tribunal.
Composição do TSE
O TSE é formado por, no mínimo, sete ministros:

Três do Supremo Tribunal Federal;
Dois do Superior Tribunal de Justiça;
Dois juristas nomeados pelo presidente da República.


Fonte: G1
Ciro Gomes (PDT)
Em conversa reservada com Rodrigo Maia (DEM) na última quarta (6), o governador de São Paulo, Márcio França garantiu que seu partido, o PSB, vai apoiar a candidatura de Ciro Gomes (PDT) à Presidência da República.
A notícia é péssima para Geraldo Alckmin (PSDB), de quem França era vice no governo paulista até o mês de abril, e sua situação piora a cada dia.
O PDT e o PSB já acertaram, inclusive, aliança em Minas Gerais. E devem fechar coligação em breve também no Rio de Janeiro.

(Coluna Radar/Veja)

Grupos internacionais liderados por uma gigante chinesa pretendem construir uma refinaria no Maranhão. O anúncio foi feito na manhã desta sexta-feira pelo secretário de Óleo e Gás do ministério de Minas e Energia, Márcio Félix, que não revelou o nome da empresa. No entanto, segundo um executivo que acompanha as negociações, a empresa é a Sinopec, que já atua no Brasil na exploração e produção de petróleo. O secretário informou ainda que a capacidade deve ser de até 300 mil barris diários de petróleo e poderá representar investimentos entre US$ 8 bilhões a US$ 10 bilhões.  A refinaria seria construída no mesmo local onde anos atrás a Petrobras chegou a realizar os trabalhos de terraplenagem para a construção de uma refinaria, projeto que foi cancelado após o caso de corrupção revelado pela Operação Lava-Jato. O secretário falou após participar da solenidade de pose do novo diretor da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Dirceu Andreolli, que agora está com seu quadro completo.
De acordo com o secretário, as negociações com os grupos estrangeiros tiveram início com o governo do Maranhão envolvendo China, Irã e Índia. Atualmente, as empresas chinesas extraem o petróleo e levam para seu país. Neste caso, o petróleo seria refinado aqui, abastecendo o mercado interno, e, em compensação, o Irã forneceria petróleo para a China. O ministro lembrou que atualmente o Brasil está importando entre 500 mil a 500 mil barris por dia de derivados de petróleo.
— O assunto ainda não está bem definido, mas seria uma empresa chinesa que vai construir em parceria com empresários brasileiros e governo iraniano. A Índia também está participando das negociações, mas eu diria que o negócio está mais para a China e o Irã — destacou o secretário.

(Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios)
O presidente Michel Temer afirmou, em pronunciamento gravado para o 1º de Maio, Dia do Trabalhador, que a criação de empregos ocorrerá de forma “muito mais rápida”, inclusive para os mais jovens, com a reforma trabalhista proposta pelo governo.



Ao cumprimentar o trabalhador, trago mensagem de otimismo. De crença no Brasil e na força de cada um para transformar o nosso país.
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  • No vídeo, divulgado nas redes sociais, o presidente falou de “inúmeras vantagens” para o trabalhador: além de mais empregos, disse que todos os direitos trabalhistas serão assegurados, inclusive para os funcionários terceirizados.
    “Além de mais empregos, o resultado será mais harmonia na relação de trabalho e, portanto, menos ações na Justiça”, afirmou. O presidente explicou será punida a empresa que pagar salários diferentes para homens e mulheres na mesma função.
    O presidente ainda citou resultados já alcançados na economia, como queda da inflação, para dizer que a retomada do emprego ocorrerá “muito brevemente”.
    “É com trabalho que vamos vencer nossas dificuldades. Os resultados já começam a aparecer”, finalizou o presidente, falando em "otimismo" e "harmonia".
    Leia abaixo a íntegra do pronunciamento:
    Meus amigos, minhas amigas,
    O 1º de maio deste ano marca um momento histórico. Iniciamos nova fase, uma fase em favor do emprego.
    Estamos fazendo a modernização das leis trabalhistas e você terá inúmeras vantagens. Primeiro, vamos criar mais empregos.
    Segundo, todos os seus direitos trabalhistas estão assegurados. Com a modernização trabalhista aprovada pela Câmara dos Deputados, a criação de postos de trabalho, inclusive para os jovens, ocorrerá de forma muito mais rápida.
    A nova lei garante os direitos não só para os empregos diretos, mas também para os temporários e terceirizados. Todos com carteira assinada. Portanto, concede direitos àqueles trabalhadores que antes não tinham. Empresários e trabalhadores poderão negociar acordos coletivos de maneira livre e soberana. O diálogo é a palavra de ordem.
    Além de mais empregos, o resultado será mais harmonia na relação de trabalho, e, portanto, menos ações na Justiça. As empresas que pagarem salário diferente para homens e mulheres que exercem a mesma função em locais idênticos de trabalho, serão punidas. O salário há de ser o mesmo. O mesmo vale se houver discriminação salarial relacionada à etnia, nacionalidade ou idade.
    Todas essas mudanças se somam a outras medidas importantes, já tomadas pelo governo, em benefício dos trabalhadores. Vou lembrar que nós liberamos, pela primeira vez, as chamadas contas inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, para que o trabalhador possa usar um dinheiro que é seu por absoluto direito. Nos dois últimos meses [R$] 15 bilhões já foram devolvidos aos trabalhadores. Até julho serão quase R$ 40 bilhões. Um recurso que faz toda a diferença na hora de você pagar uma dívida, comprar um bem, abrir um pequeno negócio, fazer uma viagem.
    Ainda pensando na família brasileira, nós lançamos o Cartão Reforma. São em torno de R$ 5 mil para você reformar sua casa com obras necessárias: ampliar um quarto para os filhos, melhorar o banheiro, melhorar a cozinha. Não é um empréstimo, é um dinheiro para você, que não terá de devolvê-lo. Além de melhorar sua casa, movimentará a economia e gerará emprego.
    Isso me faz lembrar nossa maior preocupação: há menos de um ano recebemos um país com muitos milhões de desempregados. O desemprego ainda persiste, mas estamos trabalhando o tempo todo para mudar esse quadro: baixamos a inflação de 10,7% o ano para 4,5 % ao ano. A área econômica está recuperando a confiança do país. Isto significa que você terá a abertura de mais empregos muito brevemente.
    Finalmente, ao cumprimentar o trabalhador, trago essa mensagem de otimismo e harmonia entre todos os brasileiros. É com trabalho que vamos vencer nossas dificuldades. Os resultados já começam a aparecer.

    Acredite no Brasil, acredite na força de cada um em transformar o nosso País. Muito obrigado e bom trabalho.

    G1
    Senador Roberto Rocha discutindo sobre a reforma politica no Senado
    O senador Roberto Rocha (PSB-MA) solicitou, nesta semana, a inclusão de projeto de lei de sua autoria no pacote de propostas anunciadas pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, para discussão da reforma política. O PLS 23/2015 dispõe sobre a perda de mandato em razão de desfiliação partidária sem a chamada justa causa.
    A proposta estabelece três situações nas quais o detentor de mandato eletivo pode mudar sua filiação partidária sem o ônus da perda do mandato: a grave discriminação política pessoal, a mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário e quando a mudança de partido for efetuada durante o período de 30 dias que antecede o prazo de filiação exigido em lei para concorrer à eleição que se realizará no ano anterior ao do término do mandato.
    Por exemplo, um senador eleito em outubro de 2014, com mandato até janeiro de 2023, teria de cumprir quase todo o mandato no partido pelo qual foi eleito. A desfiliação seria possível a partir de setembro de 2021, uma vez que as eleições seguintes ocorreriam em outubro de 2022.
    De acordo com Roberto Rocha, a mudança fechará a janela que permite que o parlamentar saia de uma campanha, tome posse, e, imediatamente, mude de partido.
    — Ao invés de acontecer o que acontece hoje, que o sujeito é eleito e depois faz o que quer. O sujeito vai fazer o que quer para ser eleito ou não. Aí será o eleitor que fará o julgamento. Nós apresentamos uma proposta com o intuito de fechar essa janela e abrir outra, que permite um momento muito mais democrático para os detentores de mandato eletivo serem julgados pelo povo — afirmou.
    Roberto Rocha explicou que o “troca-troca” de legendas feito por parlamentares tem como consequência a pulverização do quadro partidário. O senador lembrou que existem mais de 40 partidos na fila da Justiça Eleitoral à espera de autorização para se juntar aos 32 já existentes. Sua proposta, argumentou, diminuirá o “apetite” pela criação de novos partidos.
    — Estamos caminhando para próximo de 100 partidos. Considero uma grande excrescência o que está acontecendo na política do nosso Brasil hoje. Considerando a importância e urgência desse projeto, solicitamos para que o presidente da Casa o puxe diretamente para o Plenário.  Essa é uma decisão que vai caber à Mesa — declarou.
    Pelo PLS 23/2015, caso o detentor não cumpra nenhum dos três requisitos que configuram justa causa para desfiliação partidária, cabe exclusivamente ao partido político interessado requerer ao órgão da Justiça Eleitoral competente a decretação da perda de mandato. A ação deve ser proposta no prazo de 15 (quinze) dias da alteração da filiação partidária.
    Agência Senado
    foto: divulgação/internet
     Pesquisa ISTOÉ/Sensus realizada a partir da terça-feira 21 reafirma a liderança de Aécio Neves (PSDB) sobre a petista Dilma Rousseff nos últimos dias da disputa pela sucessão presidencial. Segundo o levantamento que entrevistou 2 mil eleitores de 24 Estados, o tucano soma 54,6% dos votos válidos, contra 45,4% obtidos pela presidenta Dilma Rousseff. Uma diferença de 9,2 pontos percentuais, o que equivale a aproximadamente 12,8 milhões de votos. A pesquisa também constatou que a dois dias das eleições 11,9% do eleitorado ainda não decidiu em quem votar. “Como no primeiro turno, deverá haver uma grande movimentação do eleitor no próprio dia da votação”, afirma Ricardo Guedes, diretor do Instituto Sensus. Se for considerado o número total de votos, a pesquisa indica que Aécio conta com o apoio de 48,1% do eleitorado e a candidata do PT 40%.
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    Aécio Neves seria eleito presidente do Brasil se a eleição fosse hoje, afirma Sensus
     
    De acordo com Guedes, a pesquisa realizada em cinco regiões do País e em 136 municípios  revela que o índice de rejeição à candidatura de Dilma Rousseff se mantém bastante elevado para quem disputa. 44,2% dos eleitores afirmaram que não votariam na presidenta de forma alguma. A rejeição contra o tucano Aécio Neves é de 33,7%. Segundo o diretor do Sensus, a taxa de rejeição pode indicar a capacidade de crescimento de cada um dos candidatos. Quanto maior a rejeição, menor a possibilidade de crescimento. Outro indicador apurado pela pesquisa Istoé/Sensus diz respeito á votação espontânea, quando nenhum nome é apresentado para o entrevistado. Nessa situação, Aécio também está à frente de Dilma, embora a petista esteja ocupando a Presidência da República desde janeiro de 2011. O tucano é citado espontaneamente por 47,8% dos eleitores e a petista por 39,4%. 0,2% citaram outros nomes e 12,8% disseram estar indecisos ou dispostos a votar em branco.
     
    Para conquistar os indecisos as duas campanhas apostam as últimas fichas nos principais colégios eleitorais do País: São Paulo, Minas e Rio de Janeiro. O objetivo do PSDB e ampliar a vantagem obtida em São Paulo no primeiro turno e procurar virar o jogo em Minas e no Rio. Em São Paulo, Aécio intensificou a campanha de rua, com a participação constante do governador reeleito, Geraldo Alckmin, e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. De acordo com as pesquisas realizadas pelo comando da campanha de Aécio, em Minas o tucano já estaria na frente de Dilma e a vantagem veio aumentando dia a dia na última semana. Processo semelhante ocorreu em Pernambuco, depois de Aécio receber o apoio explícito da família de Eduardo Campos e do governador eleito, Paulo Câmara. Os mesmos levantamentos indicam que no Rio de Janeiro a candidatura do senador mineiro vem crescendo, mas ainda não ultrapassou a presidenta. Para reverter esse quadro, Aécio aposta no apoio de lideranças locais, basicamente de Romário, senador eleito pelo PSB, que deverá acompanhá-lo nos últimos atos de campanha. Para consolidar a liderança, Aécio tem usado os últimos programas no horário eleitoral gratuito para apresentar-se ao eleitor como o candidato da mudança contra o PT. Isso porque, as pesquisas internas mostram a maior parte do eleitor brasileiro se manifesta com o desejo de tirar o partido do governo.
     
    No comando petista, embora não haja um consenso sobre qual a melhor opção a ser colocada em prática nos dois últimos dias de campanha, a ordem inicial é a de continuar a apostar na estratégia de desconstrução do adversário. Nas duas últimas semanas, o que se constatou é que, ao invés de usar parlamentares eleitos para esse tipo de ação – como costumava fazer o partido em eleições passadas -- os petistas escalaram suas principais lideranças para a missão, inclusive o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a própria candidata. Os petistas apostam no problema da falta d’água para tirar votos de Aécio em São Paulo e numa maior presença de Dilma em Minas para procurar se manter á frente do tucano no Estado.   
     
     
    PESQUISA ISTOÉ/Sensus
     
    Realização – Sensus
    Registro na Justiça Eleitoral – BR-01166/2014
    Entrevistas – 2.000, em cinco regiões, 24 estados e 136 municípios do País
    Metodologia – Cotas para sexo, idade, escolaridade, renda e urbano e rural
    Campo – De 21 a 24 de outubro
    Margem de erro - +/- 2,2%
    Confiança – 95%

    Fonte: IstoÉ