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“O projeto segue cada dia mais forte, com o apoio de todos”, declarou o deputado Weverton Rocha no encerramento do encontro de Timon, sétimo evento de apoio à sua pré-candidatura ao Senado, que reuniu mais de duas mil pessoas na sede do PDT. Desde dezembro do ano passado, prefeitos, deputados federais e estaduais, presidentes de partido e lideranças regionais têm se reunido a cada dois meses para reafirmar um projeto coletivo de candidatura ao Senado em 2018.



Atualmente, o grupo dos encontros já conta com mais de 120 prefeitos, sete deputados federais, pelo menos oito deputados estaduais, secretários estaduais e municipais e centenas de vereadores, ex-prefeitos e lideranças estaduais e locais. Entre eles estão quatro presidentes de partidos.

Weverton disse que se sente motivado por saber que essa é uma ideia que nasceu nas bases e se fortalece ouvindo as representações dos municípios e a população. “Eu não me acomodei apenas nos encontros, eu tenho feito questão de visitar cidade a cidade, tenho conversando com as pessoas, levando nossa palavra e convidado para esse projeto, para que possamos construir juntos”, afirmou. Segundo ele, na última semana, por exemplo, sua agenda incluiu viagens a 22 cidades. “E não estou cansado, estou com muita garra para lutar”, afirmou.
Renovação no Senado
“Você está no caminho certo, ouvindo as pessoas. Assim você vai sentir o que o povo do Maranhão está querendo de um senador”, afirmou em seu discurso o deputado federal Juscelino Rezende, presidente do DEM. Segundo ele, por se tratar de um projeto sério, a cada dia, novas lideranças estão aderindo ao grupo. “Vamos renovar o Senado da República e essa renovação se dará com sua eleição, Weverton”, completou.

O prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (PDT), também elogiou as viagens que Weverton Rocha tem feito pelo estado e disse que isso demonstra o interesse em conhecer os problemas reais das regiões. “Nós sabemos que se Weverton for eleito, teremos um senador amigo dos prefeitos e amigo da população.”
O prefeito de Timon, Luciano Leitoa, que também é presidente do PSB, disse que aposta que a caminhada será vitoriosa porque é importante para o povo. E destacou a importância da renovação do Senado. “Temos o orgulho de dizer que essa geração que está aqui vai produzir o primeiro senador de verdade do Maranhão.”
Os encontros
Timon encerrou uma etapa de encontros regionais, iniciados em dezembro de 2016, em Santa Inês, que continuaram ao longo do ano em Codó, Barra do Corda, Balsas, Pedreiras e Imperatriz.
Senador Roberto Rocha discutindo sobre a reforma politica no Senado
O senador Roberto Rocha (PSB-MA) solicitou, nesta semana, a inclusão de projeto de lei de sua autoria no pacote de propostas anunciadas pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, para discussão da reforma política. O PLS 23/2015 dispõe sobre a perda de mandato em razão de desfiliação partidária sem a chamada justa causa.
A proposta estabelece três situações nas quais o detentor de mandato eletivo pode mudar sua filiação partidária sem o ônus da perda do mandato: a grave discriminação política pessoal, a mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário e quando a mudança de partido for efetuada durante o período de 30 dias que antecede o prazo de filiação exigido em lei para concorrer à eleição que se realizará no ano anterior ao do término do mandato.
Por exemplo, um senador eleito em outubro de 2014, com mandato até janeiro de 2023, teria de cumprir quase todo o mandato no partido pelo qual foi eleito. A desfiliação seria possível a partir de setembro de 2021, uma vez que as eleições seguintes ocorreriam em outubro de 2022.
De acordo com Roberto Rocha, a mudança fechará a janela que permite que o parlamentar saia de uma campanha, tome posse, e, imediatamente, mude de partido.
— Ao invés de acontecer o que acontece hoje, que o sujeito é eleito e depois faz o que quer. O sujeito vai fazer o que quer para ser eleito ou não. Aí será o eleitor que fará o julgamento. Nós apresentamos uma proposta com o intuito de fechar essa janela e abrir outra, que permite um momento muito mais democrático para os detentores de mandato eletivo serem julgados pelo povo — afirmou.
Roberto Rocha explicou que o “troca-troca” de legendas feito por parlamentares tem como consequência a pulverização do quadro partidário. O senador lembrou que existem mais de 40 partidos na fila da Justiça Eleitoral à espera de autorização para se juntar aos 32 já existentes. Sua proposta, argumentou, diminuirá o “apetite” pela criação de novos partidos.
— Estamos caminhando para próximo de 100 partidos. Considero uma grande excrescência o que está acontecendo na política do nosso Brasil hoje. Considerando a importância e urgência desse projeto, solicitamos para que o presidente da Casa o puxe diretamente para o Plenário.  Essa é uma decisão que vai caber à Mesa — declarou.
Pelo PLS 23/2015, caso o detentor não cumpra nenhum dos três requisitos que configuram justa causa para desfiliação partidária, cabe exclusivamente ao partido político interessado requerer ao órgão da Justiça Eleitoral competente a decretação da perda de mandato. A ação deve ser proposta no prazo de 15 (quinze) dias da alteração da filiação partidária.
Agência Senado
foto: divulgação/internet
Vice-Prefeito de São Luís, Roberto Rocha (PSB-MA)

O vice-prefeito de São Luís, Roberto Rocha (PSB), lança hoje sua pré-candidatura ao Senado. Oficialmente, a assessoria do socialista informa que, além do ato, o evento marcará a declaração de apoio da deputada estadual Eliziane Gama (PPS) ao projeto.
Não é o que diz a parlamentar. Segundo ela, a “Via Alternativa” possui ainda o deputado federal Domingos Dutra (PT) com pré-candidato senador e Rocha, se confirmado, será “mais um nome”.  “Na verdade esse é um debate, em relação ao Senado, que a gente vai fazer num outro momento. Ele [Roberto Rocha] se propõe a se candidatar ao Senado, mas dentro do nosso grupo o [deputado federal Domingos] Dutra também se propõe. É mais um nome”, declarou ao blog.
No seio oposicionista, o movimento de Rocha é encarado como um açodamento e evidencia o estremecimento das relações com o presidente da Embratur, Flávio Dino (PCdoB).
Além disso, seria uma forma de enfraquecer o ex-governador José Reinaldo (PSB), candidato natural da oposição ao Senado, mas que deve sair do partido para poder se viabilizar. PPS e PSDB podem ser os destinos.

Gilberto Léda