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Secretário Estadual de Saúde, Marcos Pacheco
“Toda criança assistida, toda gestante acolhida e todo idoso bem cuidado”. Com essas palavras o secretário de Estado da Saúde, Marcos Pacheco, definiu a missão dada pelo governador Flávio Dino para um das mais importantes segmentos da administração estadual. Marcos Pacheco participou durante a tarde de terça-feira (17) de uma reunião com a Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa. Na ocasião Pacheco apresentou o resultado dos primeiros 80 dias de trabalho à frente da pasta, o projeto que será desenvolvido nos próximos anos, ouviu as demandas e sugestões dos parlamentares e destacou ao longo de toda a reunião a missão da atual gestão.

Para o presidente da Comissão de Saúde da Casa, deputado Stênio Rezende (PRTB), o debate foi construtivo e os parlamentares saíram satisfeitos com as respostas dadas pelo secretário, independente de partido ou posição política. Segundo Rezende, a reunião serviu para mostrar um novo rumo a Saúde. “Ainda estávamos num momento onde construir era a grande solução, mas é hora de voltar a Saúde para a Atenção Básica”, argumentou o deputado.

Para Marcos Pacheco é importante alinhar as ações do Governo do Estado com o Ministério da Saúde e prefeituras fortalecendo as 19 Regionais de Saúde tendo como princípio a Atenção Básica em redes. Sobre a conversa com os parlamentares, Pacheco destacou que a ideia é de um Governo peregrino que discute e que ouve: “Quanto mais a gente ouvir e mais discutir, mais acertada serão as decisões.”

Marcos Pacheco demonstrou, com dados da secretaria, que recebeu a secretaria com mais de R$ 185 milhões de restos a pagar. Desse valor, o atual governo já pagou R$ 150 milhões. Sobre os recursos destinados a Caxias, que a deputada Andrea Murad (PMDB) tanto reclamou, Pacheco afirmou que é justamente um investimento que terá que ser feito para acabar com uma vergonha para o Estado.

“Precisamos criar uma barreira assistencial com reforço em Timon e em Caxias, independente de quem seja o prefeito. É preciso parar de ter maranhenses atendidos em Teresina. Passar os recursos para o Piauí é assinar um atestado de incompetência”, afirmou.
Avanços

O secretário pontuou vários problemas encontrados na rede de Saúde, tais como retrocesso assistencial com hospitais de “porta aberta” superlotados; ausência de fluxos assistenciais regulados com base em protocolos clínicos; baixa resolutividade na Atenção Básica, apesar da “alta” cobertura; doenças crônicas transformando-se em agravos críticos; epidemias de trauma e agravos por causas externas; ausência de impacto nos indicadores de saúde (hospital não melhora indicadores, apenas os confirmam).

Além disso, o Maranhão ainda apresenta altas taxas de mortalidade infantil, mortalidade materna, mortes por agravamento de doenças crônicas como diabetes e hipertensão e alta prevalência de hanseníase.

Apesar de várias dificuldades, nos 80 dias de gestão da Saúde importantes avanços foram conquistados ou estão em processo de implantação, tais como a articulação efetiva do Samu com as UPAs; articulação de uma regulação “amigável” de leitos com vistas à sua unificação para regulação integrada no Estado; ampliação do acesso à radioterapia na região de Imperatriz e à quimioterapia na região de Caxias; elaboração do edital público para concurso de projetos de OSCIPs e OS; Instituição da Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares; elaboração de edital  público para concurso de ingresso na Força Estadual de saúde do maranhão; Cronograma de reinauguração da Maternidade Benedito Leite e Manutenção da Nova Maternidade da Cohab e cronograma de inauguração dos Hospitais de 100 leitos.

Terceirizados em dia

A deputada Andrea Murad voltou a dizer que a secretaria estaria atrasando salários dos funcionários terceirizados, salários que ficaram atrasados pela gestão do pai da deputada e tentou fazer alarde de risco de greve. “Não há nenhum indício de greve. As folhas das OSCIPS estão em dia. Mesmo com dívida milionária e com a folha atrasada pela gestão anterior, regularizamos o pagamento”, afirmou o secretário Marcos Pacheco.

Atendimento das UPAs

O secretário Marcos Pacheco admitiu que hoje as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) estão mais lotadas do que no ano passado. Mas explicou os reais motivos. Além de um momento de saúde complicado, a barragem da gestão anterior aos serviços para pacientes que chegavam em ambulâncias do SAMU, para prejudicar a prefeitura de São Luís, mantendo os Socorrões lotados e as UPAs com uma demanda muito menor.

“Estamos em um momento de sazonalidade por conta de uma virose que está grande, e logo vai passar. E o principal é que hoje não fazemos seletividade de demanda. A UPA é aberta e vai continuar a aberta para quem chegar, não importa se em ambulância do SAMU, onde for. Os Socorrões sempre carregaram o excesso de demanda nas costas. Hoje, o Hospital Carlos Macieira também tem excesso porque abrimos a todos”, afirmou.

Leite especial

Sobre o risco do desabastecimento de leite especial por problemas em licitação, Pacheco explicou que o leite que está sendo entregue ainda é saldo de estoque e que houve um erro de digitação quando se comunicou que a licitação seria em um domingo. “Ainda não foi licitada nova empresa. Graças a Deus, tínhamos ainda saldo de entregue, que nos foi entregue e o fornecimento prossegue. Este saldo dá pra cerca de 60 dias. Até lá concluímos a licitação emergencial”.

Hospitais

Em geral, as dúvidas ficaram por conta do encaminhamento aos hospitais de 20 leitos que foram planejados pela gestão anterior, mas que por decreto não são financiados pelo Ministério da Saúde. Para o secretário, a alternativa será analisar caso a caso, mas afirmou que não haverá desperdício do dinheiro público em relação aos que já foram construídos.

ascom
Reunião com Assessores e demais convidados

Acompanhado da futura subsecretária de saúde do estado, Rosângela Curado, o médico Marcos Pacheco, nome indicado para ser o Secretário Estadual da Saúde do governo Flávio Dino, esteve em Timon no final da tarde e noite desta terça-feira (24). Durante sua passagem pela cidade, ele se reuniu com o prefeito Luciano Leitoa e assessores e teve encontro com o prefeito de Teresina, Firmino Filho. Visitou também unidades básicas de saúde de Timon e o Hospital Regional Alarico Nunes Pacheco.

O primeiro compromisso de Marcos Pacheco e Rosângela Curado foi uma reunião com o prefeito de Timon e assessores. Participaram do encontro além do prefeito, o Secretário Municipal de Saúde, Márcio Sá, o deputado estadual Rafael Leitoa, o assessor técnico da saúde do município e ex-secretário de saúde do governo Jackson Lago, Edmundo Costa Gomes,dentre outros técnicos da administração municipal.Na oportunidade, o futuro secretário de Flávio Dino ouviu um balanço sobre a estrutura de saúde que possui o município e o estado em Timon, seus avanços, problemas e soluções.

Na sua fala, Marcos Pacheco observou que gostou do que viu sobre a estrutura de saúde no município e estado em Timon, entretanto salientou que perceber que no Maranhão atualmente não tem um Sistema Único de Saúde. “Mas vai ter a partir do dia 1º de janeiro do próximo ano. Precisamos unificar e integrar as gestões municipal e estadual de saúde, inclusive com a rede de saúde pública de Teresina. Não pode haver divisão e vocês podem ter certeza que eu serei um militante por esta causa. O nosso foco será o cidadão bem atendido, sem discriminação. A palavra de ordem é trabalharmos juntos. Podemos até sorrir ou chorar, mas estaremos juntos”,salientou Marcos Pacheco.

O futuro secretário colocou que o governo Flávio Dino dará total apoio a saúde municipal dentro do possível e a regional tem que trabalhar em sintonia com as demandas que o sistema de saúde integrado terá.

Marcos Pacheco diz que uma das metas primordiais no início do governo é acelerar as obras de reformas e construções de hospitais de cidades grandes , como as do hospital Alarico Pacheco. Elas, segundo ele, estão em sua maioria, paradas ou lentas demais. “Precisamos tirar o Maranhão da linha da vergonha do setor de saúde pública”, disse ele.


Desafio


Marcos Pacheco salientou que até colocar toda a saúde pública do estado em pleno funcionamento demandará tempo, pois o governo Flávio Dino está herdando uma estrutura muito complicada. “Para se ter uma idéia, somente duas Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) o governo do estado no ano passado repassou quase um bilhão de reais. A administração da saúde do estado é toda gerida por essas OSCIPS e nós precisamos mudar isso, o que demandará tempo”, observou.


Encontro com o prefeito Firmino Filho






















A mais rápida das reuniões foi com o prefeito de Teresina, Firmino Filho, encontro articulado pelo prefeito Luciano Leitoa. Na oportunidade, Marcos Pacheco e Rosângela Curado ouviram um histórico das relações de dificuldades do atendimento aos pacientes maranhenses na rede pública de saúde da capital piauiense. O futuro secretário do Maranhão mostrou-se sensível com a questão e disse ser preciso um entendimento para solucionar a questão.

A reunião terminou com o compromisso dos representantes da prefeitura de Teresina e do governo do estado e da prefeitura de Timon voltarem a se encontrar para tratar do assunto logo no começo de 2015. Ficou sugerido o terceiro final de semana de janeiro.


Visitas a rede de saúde


Em visitas rápidas, Marcos Pacheco, Rosângela Curado, Luciano Leitoa e comitiva estiveram em algumas unidades de saúde. Da rede municipal o grupo esteve no Centro de Atenção Integral a Mulher e na Policlínica, onde o futuro secretário elogiou a estrutura das duas unidades de saúde.

Mas Marcos Pacheco e Rosângela Curado elogiaram mais ainda foram a estruturas das novas Unidades Básicas de Saúde. Na visita a uma delas, a do bairro Parque Piauí , viram estruturas novas.Secretário e sub não pouparam elogios pela climatização de toda a unidade.


Visita ao hospital Alarico Pacheco


O último local a ser conhecido pelo futuro secretário foi o Hospital Regional Alarico Nunes Pacheco. A comitiva foi recebida por funcionários que nem sabiam da visita. Apresentado a alguns funcionários do hospital, Marcos Pacheco Rosângela Curado, Luciano Leitoa e comitiva, fizeram uma visita rápida a algumas instalações.

Foi a última parada em Timon para Rosângela que teve que viajar para São Luis, já o médico Marcos Pacheco encerrou sua estada com um jantar no sitio do ex-prefeito Chico Leitoa.

Elias Lacerda