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*Artigo escrito por Chico Leitoa

No dia 13 de agosto, fomos abalados pela trágica noticia do acidente aéreo, que supostamente teria vitimado o Presidenciável Eduardo Campos. Logo, logo veio a confirmação. Todos que estávamos juntos torcíamos para ouvirmos que havia sobreviventes. Pela BAND, a lamentável, inacreditável constatação: Eduardo, o Dudu e outros quatro passageiros e dois tripulantes estavam mortos. Duro demais pra ser verdade. Infelizmente era. Todos abalados e sem querer acreditar, procurávamos compreender o que na verdade era incompreensível. Liguei para Luciano que estava em São Luís. Estava sem querer acreditar no que todos os meios de comunicação passaram a transmitir.
A noticia tomou conta do País e do mundo.

Afinal Eduardo era mais do que um correligionário do Luciano, era um amigo nosso e uma esperança para o Brasil. Os exemplos vieram de Pernambuco, a performance dos hábeis movimentos e coragem de ousar. Muitos foram os momentos que marcaram nossa convivência com Eduardo.

Conhecemo-nos em 2000, na minha passagem pela Câmara dos Deputados. Em 2003, impossibilitado de permanecer no PDT, Luciano foi convidado por Eduardo a ingressar no PSB, convite aceito, fomos Eu, Luciano e Eduardo ao encontro do Dep. Miguel Arraes, na Sede Nacional do PSB. Lá tivemos uma conversa pautada na sinceridade e nos ideais que eram comuns. A partir dai, sua convivência com o Luciano foi intensa, o que propiciou que Luciano viesse a ser Presidente do Partido no Maranhão, legitimado em Congresso da Agremiação no Estado, além de ser Membro da Executiva Nacional.


Em 2004, quando eu concorria à reeleição, Eduardo que era Ministro da Ciência e Tecnologia, veio a Teresina e atravessou a ponte para lançar a implantação do Centro de Vocação Tecnologia, na Rua 17 com a 90. Fomos até o local ele ficou empolgado. Infelizmente eu perdi a eleição e a missão de concluir o projeto passou para minha sucessora, apesar do prédio quase concluído e todos os equipamentos adquiridos. Lamentavelmente demoliram um prédio de 1.200 metros quadrados e deram fim nos equipamentos. Mas a intenção do então ministro era ampliar o projeto, dada a dimensão que estávamos dando à iniciativa.

Como era um final de semana, Eduardo foi até a sede do PDT juntamente com o então deputado, Renato Casa Grande, fez uma fala política e outra enaltecendo o fato de Timon ter sido o destaque do nordeste entre os 126 municípios do Brasil que receberam o prêmio Prefeito Amigo da Criança. Deixou gravada sua recomendação pela minha reeleição que foi veiculada no horário gratuito.

Em outras ocasiões Eduardo veio a Timon, mas seu contato com Luciano era quase que diário.

A ultima passagem dele a Timon foi no dia 27 de abril de 2014 (foto abaixo) onde recepcionado pelo Prefeito, pelo futuro governador do Maranhão Flávio Dino, pelo futuro senador Roberto Rocha por varias outras lideranças e mais de quatro mil pessoas no centro de convenções Maranhense. Eduardo se Emocionou quando mostramos um vídeo de uma solenidade realizada pelo Governo do Piauí (Governador Mão Santa) em Paraíba, na ocasião dona Beta e o Dr. Miguel receberam a comenda do MÉRITO RENASCENÇA, e claro Dr. Miguel falou por todos os homenageados. A foto abaixo registrou o momento em que Eduardo ao me abraçar, disse: Chico, que registro! Foi um dia histórico. Eduardo era nessa eleição, a grande esperança do Brasil corrigir seu rumo.


Fomos para seu velório em recife, e numa pequena tenda armada em frente ao Palácio das Princesas, se acotovelaram as grandes lideranças da política brasileira. A família, viúva e filhos com impressionante firmeza, ao lado da urna, se comportaram com altivez. Do lado externo e em todas as ruas próximas, uma multidão prestava as ultimas homenagens ao seu jovem líder, cuja vida foi ceifada por uma "fatalidade". Luciano permaneceu para o velório eu retornei para o hotel e em seguida para Timon. Na volta fui tomado por uma reflexão: da ultima vez que tinha vindo a Recife, em busca de tratamento de saúde para dona Beta, Eduardo tomou conhecimento que estávamos em Recife e nos convidou para passarmos no Palácio e lá fomos recebidos gentilmente por ele que foi nos buscar na sala de espera e permanecemos por meia hora. Falamos sobre política, problemas do País, sobre Timon, Luciano, Jackson Lago, enfim como sempre uma boa conversa. Fomos acompanhados pelo amigo Peri conforme registro fotográfico.


Foi-se Eduardo levando com ele muita esperança, porem ficaram as lições de que é possível praticar a boa política, ter posição definida, olhar com o olhar de gente sempre na esperança de propiciar melhorias nas vidas do conjunto da sociedade. Portanto vamos permanentemente repetir: 

"NÃO VAMOS DESISTIR DO BRASIL"...

Hoje fazem seis meses que Eduardo se foi dessa forma trágica. O Brasil perdeu um dos seus melhores quadros. Perdemos um amigo...

*Artigo escrito pelo Engenheiro Civil Chico Leitoa, ex-prefeito, ex-deputado estadual, ex-deputado federal, e atual vice-presidente do PDT no Maranhão.
Marina Silva será candidata a Presidente pelo PSB
O PSB superou as divergências internas e selou acordo para lançar Marina Silva à Presidência da República no lugar de Eduardo Campos. Ela concordou com a inversão da chapa e deverá ser anunciada oficialmente na próxima quarta-feira (20).

O novo presidente do PSB, Roberto Amaral, era visto como último entrave ao acerto. Sob forte pressão de correligionários, ele se convenceu a apoiar Marina, que disputou o Planalto em 2010 pelo PV.
O PSB agora discutirá a indicação do novo vice na chapa presidencial. O deputado gaúcho Beto Albuquerque, hoje candidato ao Senado, é o mais cotado para a vaga.

"A candidatura de Marina contempla nosso projeto. Será uma solução de continuidade. O PSB indicará o novo vice", disse Amaral à Folha.
Depois de uma reunião com Marina, o coordenador da Rede Sustentabilidade, Bazileu Margarido, confirmou à reportagem que ela aceita disputar a Presidência.

"Com o OK do PSB, ela está à disposição para ser a candidata", disse.

Por respeito à memória de Campos, o anúncio oficial da nova chapa só deverá ser feito três dias depois do enterro, programado para o domingo (17), em reunião da executiva nacional do PSB.
A negociação se acelerou após Marina receber apoio público da família do ex-governador de Pernambuco. Segundo aliados, ela se sentiu revigorada ao conversar com a viúva Renata Campos, que a incentivou a concorrer.

Ex-ministro da Ciência e Tecnologia no governo Lula e considerado próximo ao PT, Roberto Amaral visitou Marina na tarde desta sexta (15). Com seu aval, começou a consultar os governadores do PSB sobre a inversão da chapa.

Ele quer dar caráter coletivo à decisão e agora buscará entendimento sobre o vice até a reunião da executiva. "Vou fazer um trabalho de afunilamento. O ideal é chegar com dois nomes. Ou um", disse.
Além de Albuquerque, que se aproximou de Marina desde que ela aderiu à candidatura de Campos, são vistos como alternativas o deputado Júlio Delgado (PSB-MG), o ex-deputado Maurício Rands (PSB-PE) e Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), ex-ministro da Integração Nacional no governo Dilma Rousseff.
Marina sinalizou ao PSB que respeitará as duas principais exigências do partido: respeitar os acordos regionais fechados à sua revelia, em Estados como Rio e São Paulo, e incorporar o discurso desenvolvimentista.

A ex-senadora disse a pessoas próximas que pretende conduzir a campanha da mesma forma que Campos a conduziria, atuando como líder de uma coligação, e não apenas da Rede, o futuro partido que ela quer criar.

Embora tenha se recusado a falar publicamente sobre política, em respeito ao luto pelo ex-governador, repetiu a aliados que era preciso manter o projeto da chapa.
Ela disse que o PSB foi generoso ao abrigar a Rede em 2013, quando a Justiça Eleitoral negou registro ao partido, e agora é a hora de retribuir.

Fonte: Folha de São Paulo

Governador Eduardo Campos de olho em 2014


Monitorar ostensivamente as ações do Palácio do Planalto e o grau de insatisfação dos aliados com a gestão Dilma Rousseff (PT) deve ser apenas duas das tarefas a serem executadas, a partir de agora, pelo escritório de comunicação que o PSB está instalando na Capital Federal. Com sua pré-campanha à Presidência da República andando a passos largos, o governador Eduardo Campos (PSB), que confere grande importância a estratégias de marketing e comunicação, prepara uma equipe robusta para atuar no “quartel general” de Brasília.

 O publicitário Edson Barbosa, responsável pela elaboração das inserções do PSB veiculadas no rádio e na televisão fará parte da equipe. Jornalistas pernambucanos também estão sendo escalados para reforçar o “time”, como gosta de dizer o governador quando se refere à sua equipe.

Jornal do commercio


Flávio Dino discursa em evento com a presença de Eduardo Campos: o “comunista” pode virar “socialista”














Um quadro do Partido Socialista Brasileiro, militante na “Grande Ilha”, informou que o primeiro vice-presidente nacional da sigla, Roberto Amaral, avisou ao pré-candidato a governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), que ele só terá apoio do partido mediante a sua filiação nos quadro do PSB, caso contrário os socialistas deverão lançar candidatura própria ao Palácio dos Leões.
Amaral jogou aberto com o presidente da Embratur. O dirigente socialista teria confirmado que o projeto de candidatura do governador Eduardo Campos à presidência da República é irreversível e, portanto, o partido precisa organizar palanques fortes nos estados.
Vale lembrar que Eduardo Campos foi presença constante na campanha do então candidato a prefeito de São Luis, Edivaldo Holanda Júnior e, na maioria das vezes, a agenda do governador aqui era costurada por Roberto Rocha e Flávio Dino. Isso sem falar que Dino operou ativamente a nível nacional para consolidar a presença do PSB no palanque de Edivaldinho.
Portanto, não é de maneira alguma algo fora de propósito a filiação de Flávio Dino nos quadros do PSB maranhense.
Vamos aguardar....
Blog do Robert Lobato





Eduardo Campos. Extensa agenda pelo país
Foto: Ailton de Freitas/19-06-2012

Eduardo Campos cumprirá extensa agenda pelo País .

Figura mais presente nas polêmicas da política nacional nas últimas semanas, desde que deu o sinal verde para aliados entrarem em campo, o governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos, só aguarda agora que o ex-presidente Lula marque a data do encontro pedido para depois do carnaval — quando deverá comunicar-lhe, pessoalmente, que não está disponível para vice na chapa de Dilma Rousseff e que é irreversível o desejo do partido de lançá-lo presidente já em 2014. Mesmo com encontros previstos com Lula e no palanque ao lado de Dilma dia 18, em Pernambuco, Eduardo Campos já tem uma extensa agenda para seu projeto pessoal de tornar-se conhecido nacionalmente. E a grande estreia de sua caravana pelos estados será em um ambicioso evento dia 9 de abril, quando pretende falar para cerca de 5 mil empresários em Porto Alegre.
Nessa palestra, tratará dos problemas da política econômica do governo Dilma e apontará caminhos, tudo que o empresariado nacional quer ouvir. A nomes do Instituto Empresarial Michel Gralhas, vai falar da necessidade de investimentos para frear a queda da economia e fazer outras análises que inevitavelmente vão tocar nos pontos fracos da criticada política econômica de Dilma.
— Mas ele vai fazer de uma forma cuidadosa, apontando caminhos, de forma propositiva, para evitar agudizar o conflito. Eduardo é um aliado que tem coragem de dizer com franqueza o que está errado quando algo não vai bem, apontando soluções, que é o que a oposição não faz — afirmou um aliado do governador.
Sobre a disposição já anunciada de Campos de continuar na base do governo oficialmente em 2013, no comando de dois ministérios, a estratégia é não tocar no assunto. Mas, se houver uma cobrança de apoio em 2014 para que continuem nas mãos do PSB os ministérios da Integração Nacional, com Fernando Bezerra Coelho, e dos Portos, com Leônidas Cristino, o partido dirá à presidente Dilma que fique à vontade para fazer as substituições necessárias na reforma prevista para março.
— Não tratamos deste assunto em nenhum momento. Nem internamente nem nas conversas com a presidenta — disse Eduardo Campos.
Antes do evento em Porto Alegre — que será completado por uma grande festa partidária para comemorar o aniversário do líder Beto Albuquerque (PSB-RS) —, Eduardo Campos irá a dois estados do Nordeste e a outro do Centro-Oeste para receber homenagens e aproveitar para fazer eventos partidários. Dilma, que também está acelerando seu palanque, estará ao seu lado no dia 18 inaugurando uma adutora que levará água do Rio São Francisco para o sertão do Pajeú, “uma obra que dialoga com a seca”, diz esse aliado. Com Lula, o convite foi feito para uma conversa depois do carnaval, e só falta ser agendado o dia.
Recentemente, o PSB e o próprio Campos mostraram irritação com notícias de que Lula estaria articulando tirar o PMDB de Michel Temer da chapa de Dilma para dar a vice ao governador, impedindo sua candidatura em 2014.
— Ficou parecendo que Lula está fazendo o seguinte: vou dar uma balinha àquele menino para ele ficar calmo. Não é assim. Eduardo não tem o que ganhar não indo em 2014. É um caminho sem volta. Está tudo confluindo muito bem para esse homem. E ele vai atrás, não espera as coisas acontecerem, não — completa seu interlocutor próximo.
Também começou a azedar a relação com o PSDB do senador Aécio Neves (MG), provável candidato tucano a disputar a Presidência da República em 2014. Nas eleições municipais, Aécio e Campos apareceram juntos na campanha e seus partidos fizeram dobradinha em algumas cidades importantes, como Campinas. As eleições para o comando da Câmara e do Senado provocaram alfinetadas dos dois lados.
— Se esses tucanos mineiros atacassem o governo como atacam o PSB, certamente não estariam com tantos problemas como têm tido — disse um socialista da cúpula do PSB.
Disposto a se posicionar de forma mais forte nas grandes polêmicas nacionais, principalmente para se diferenciar de seus prováveis adversários em 2014 — PT, PSDB e PMDB —, Eduardo Campos entrou na briga contra o pedido de impeachment do procurador-geral da República, Roberto Gurgel. A ideia de pedido de impedimento surgiu após Gurgel ter enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) denúncia contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB)
oglobo.com
Eduardo e Dilma 

Se optar mesmo pela candidatura a presidente em 2014, o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, deve entregar os cargos no governo da presidente Dilma Rousseff no final deste ano.

Essa foi umas das mensagens que passou a integrantes do partido recentemente no sentido de planejar sua pré-campanha presidencial. Outro aspecto importante nesse sentido foi o mapeamento dos palanques estaduais. No desenho atual, são pelo menos 12 candidaturas próprias (Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Sul, Sergipe e Tocantins). Nos Estados em que as candidaturas não se viabilizarem, o partido negociará com os aliados.

O PSB também trabalha para atrair lideranças de outros partidos ainda neste ano. Há conversas avançadas com o prefeito de Manaus, Omar Aziz (PSD); de Campo Grande, Nelsinho Trad; o governador de Tocantins, Siqueira Campos (PSDB); e os deputados federais Fabio Trad (PMDB-MS) e Eduardo Gomes (PSDB-TO). O aliado considerado garantido é o PDT, mas outros partidos médios, como PTB e PV, e outros menores, devem ser atraídos.

A meta é ter cinco dos 20 minutos do programa de televisão. Há, inclusive, a perspectiva de ampliar a bancada ainda neste ano, mais especificamente em setembro, último mês para que as trocas partidárias sejam feitas. O discurso de Campos para 2014 também vem sendo preparado. Vai focar a gestão e a ética.

A ideia é passar a mensagem de que seu grupo não aceita práticas políticas antigas e atrasadas, imagem que, na avaliação do partido, ficou reforçada quando o PSB não apoiou nem Renan Calheiros (PMDB-AL) nem Henrique Alves (PMDB-RN) na sucessão da Câmara e do Senado.

Essa imagem vai ser explorada no programa partidário que deve ir ao ar em abril, totalmente focado em Eduardo Campos. O PSB também discute a troca do marqueteiro oficial do governador, Edson Barbosa, dono da agência Link, cuja rejeição no círculo de Campos tem aumentado.

(Caio Junqueira / Valor)
Quem é o protagonista da política nacional e nome incontrolável nas conversas sobre sucessão presidencial – embora ele insista em negar ser candidato

LUIZ MAKLOUF CARVALHO

Trecho de reportagem da edição de ÉPOCA Edição 766. 


Capa da edição 766 de ÉPOCA
(Foto: Léo Caldas/ÉPOCA)
O governador Eduardo Campos, de Pernambuco, é um ótimo piloto de cadeira giratória de rodinhas. Logo ao sentar-se, elegante e espaçoso, já sublinha a que veio. A cadeira é uma das 13 de uma grande mesa preta, em forma de U, na sala de reuniões contígua a seu gabinete. Não terá um minuto de sossego por quase três horas. Campos a manobra para todos os lados possíveis, a esporeia com o ritmo acelerado de sua fluência verbal e, quando a leva, num tiro curto, em direção ao interlocutor, o dorso ainda atlético de 47 anos também assoma, enfático. Seus translúcidos olhos verdes são, surrupiando um autor contemporâneo, como pássaros querendo voar para fora da cara. Campos é, sobretudo, olhos. Na beleza variante da cor, que fisga a atenção, e, principalmente, na mirada, no manejo que lhes sabe dar, ora águia, ora cobra, focados na sedução. “Sedutor” é um recorrente qualificativo até entre adversários regionais – como o senador Humberto Costa, do PT, ou o deputado federal Mendonça Filho, do DEM. Campos sabe que, nos dois casos, o sentido é “cuidado com ele!” – ambos, afinal, são vítimas de peia eleitoral. Mesmo assim, não desgosta.  

Não é o caso quando é chamado de “coronel”, como fez a revista britânica The Economist em reportagem recente, que também registrou seu lado de gestor dinâmico e empreendedor à frente do Estado que governa pela segunda vez, com aprovação recorde – 89% na última pesquisa. Provocado – “O senhor leva mesmo um jeitão de coronel...” –, Campos não esconde o desconforto. Leva a cadeira para a frente e para trás, dá uma brusca freada de general e responde:  
– Isso só acontece quando alguém nasce por aqui. Nunca vi um rótulo desses num político carioca, paulista ou mineiro. Então lamento, porque é uma coisa desqualificando. Que maneira tenho de botar ordem aqui? “É um coronel.” Tá bom. (Falar) é um direito (deles). Fazer o quê?

Entre dez governadores pesquisados pelo Ibope no final do ano passado, Campos obteve a maior aprovação: 34% acham sua gestão “ótima”; 45%, “boa”; 15%, “regular”; 4%,“ruim”; e 3%,“péssima”. É tamanha popularidade que explica por que tantos políticos têm se aproximado dele e que seja impossível discutir a sucessão da presidente Dilma Rousseff sem que seu nome venha à tona. Ele próprio negou, em entrevista publicada por ÉPOCA em dezembro, que pretenda se candidatar à Presidência. Na ocasião, disse que “sem dúvida” apoiaria a reeleição de Dilma. É nessa canoa que os pés de Campos estão, ambos. Antes da eleição municipal de Pernambuco, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estava disposto a costurar sua candidatura a vice, já em 2014. Depois que Campos praticamente humilhou o PT, ao lançar candidato próprio à prefeitura do Recife – e vencer –, Lula e Dilma sabem que ficou mais difícil. O desejo de ambos é mantê-lo na canoa para, quem sabe?, um voo solo em 2018. Ser ministro de Dilma reeleita, em Pasta de visibilidade, é uma possibilidade.
Eduardo Campos comenta sobre crescimento do PSB40