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ENTREVISTA
Do Blog do John Cutrim - Jornal Pequeno
Engenheiro por formação e militante político desde o início da juventude, o deputado Rafael Leitoa chegou à Assembleia Legislativa para compor a já fortalecida bancada do PDT na Casa e busca consolidar sua atuação parlamentar sendo um elo entre os municípios e o Governo Flávio Dino, com especial atenção a Timon, sua principal base eleitoral. Paralelamente, ele pretende levar para o parlamento estadual a discussão de temas sociais que considera de fundamental importância para o desenvolvimento do Maranhão, como o tratamento e a destinação dos resíduos sólidos. E avalia que, com espaços estratégicos na gestão estadual, o PDT terá a oportunidade de mostrar aos maranhenses o seu programa partidário e se reestruturar após o desaparecimento de sua maior liderança no estado, que foi o ex-governador Jackson Lago.
Jornal Pequeno – Deputado, como o senhor analisa o atual momento vivido pelo PDT no Maranhão?
Rafael Leitoa – Do grupo liderado pelo governador Flávio Dino, fomos proporcionalmente o partido mais bem votado, tanto para deputado federal quanto estadual. Em termos de Assembléia Legislativa, temos quatro deputados. Elegemos o presidente da Casa, Humberto Coutinho, e a terceira vice-presidente, Valéria Macedo, além de mim e do deputado Fábio Macedo. Somos, portanto, uma das maiores forças na Assembléia. E em nível federal, nas eleições de 2014 reelegemos o deputado Weverton Rocha para a Câmara Federal. Entendo que o PDT passa por um processo de reestruturação, tendo em vista o desaparecimento da sua maior liderança no Maranhão que foi o ex-governador Jackson Lago. Acredito ser um momento importante, pois foi a primeira eleição sem a presença física dele e o partido demonstrou que está firme.Conquistamos espaços importantes no governo Flávio Dino, onde estamos no comando das secretarias de Educação, Saúde, Agricultura e Trabalho. Então, além dessa votação obtida pelos parlamentares pedetistas, o PDT tem a oportunidade de mostrar ao povo do Maranhão o seu programa partidário, desenvolvido através das políticas públicas da educação, da agricultura, da saúde e do trabalho, pasta esta que está sob a responsabilidade do presidente do nosso partido, Julião Amin, que vem cuidando das questões trabalhistas. A representação do partido em áreas tão importantes acredito que seja a comprovação de que o PDT tem bons quadros, e saberá contribuir para que o governo Flávio Dino consiga de fato mudar o quadro social em que nosso estado se encontra.
JP – Na área da gestão, o PDT já ocupa uma posição importante e em setores que sempre foram bandeiras do partido. Nesse sentido, como você pretende contribuir com o governo Flávio Dino enquanto parlamentar?
RL – Pretendemos manter um diálogo permanente, principalmente com essas pastas que hoje são conduzidas por membros do nosso partido, para que possamos levar as ações do governo para o interior do Maranhão. Para se ter uma idéia, no município de Timon, muitos jovens vão estudar em Teresina, pela proximidade geográfica e, principalmente, pela estrutura física existente na capital piauiense, pelo calendário escolar que não tem defasagem no Piauí. Então, a juventude de Timon sempre ficou à margem da política educacional do nosso estado. Mantendo esse diálogo com a Secretaria de Educação, acredito que conseguiremos reativar o setor educacional em nossa cidade, tendo em vista a necessidade de dotar o ensino médio das condições adequadas, colocando inclusive escolas-chave para funcionar como o Caic, que hoje se encontra abandonado. Já conversamos com a secretária Áurea Praseres para que aquela unidade volte a funcionar com ensino em tempo integral. É um prédio adequado para essa metodologia, mas é claro que precisa passar por uma reforma, considerando o descaso do governo Roseana que deixou aquela obra abandonada durante praticamente 6 anos.
JP – A mesma articulação será feita em outras áreas?
RL – Com certeza. Na parte da agricultura, por exemplo, o município de Timon tem mais de 70 quilômetros de costa do rio Parnaíba, onde podemos desenvolver projetos produtivos, inclusive fortalecendo a agricultura familiar. É dessa forma, mantendo diálogo permanente com pastas estratégicas, ouvindo as necessidades da população, através das suas organizações sociais, como as associações de moradores, que conseguiremos desenvolver e acelerar essas políticas no estado. E em Timon, fazendo a interlocução do município, através do prefeito Luciano Leitoa, com o governo Flávio Dino. Vamos nos colocar efetivamente como representante daquelas cidades que nos elegeram.
JP – E na Assembléia Legislativa, quais são as iniciativas do deputado Rafael Leitoa?
RL – Estamos articulando a criação de uma frente parlamentar que buscará o fim dos lixões no Maranhão, e já contamos com a assinatura de vários colegas em apoio a essa iniciativa. É uma temática muito discutida atualmente e o Maranhão não pode ficar para trás. Hoje temos vários problemas em todo o estado, em Imperatriz, Bacabal, Zé Doca e Caxias, por exemplo, por conta de lixões a céu aberto. E vemos que, principalmente os grandes centros urbanos, ainda sofrem com esse problema. No Maranhão não é diferente. O objetivo dessa frente é promover a discussão desse tema com mais profundidade, para que a gente possa ir ao interior do Maranhão conhecer a realidade dos municípios, verificando in loco alguns lixões. A minha preocupação é que nós possamos estabelecer uma política estadual de resíduos sólidos, porque somos regidos hoje por uma legislação federal e precisamos ter a nossa lei.
JP – E já alguma proposta de solução para esse problema?
RL – Discutindo com toda a sociedade, vamos propor a constituição de consórcios públicos municipais para que possamos instalar nessas regionais centrais de tratamento de resíduos e dar destino correto ao lixo. Temos que trazer essa discussão para a Assembléia Legislativa e provocar o Governo do Estado para que ajude os municípios nessa área. Em Timon, por exemplo, são gastos R$ 150 mil mensais só com o tratamento de lixo, sem contar o custo da coleta, da capina e da varrição. Ou seja, é necessário um volume grandioso de recursos e municípios de médio e grande porte, que têm mais de 100 mil habitantes, hoje não conseguem financeiramente resolver esse problema. Imagine a situação dos municípios pequenos, com 20 ou 30 mil habitantes, onde os recursos públicos são escassos e as prioridades são muitas. Então, pretendemos provocar toda a sociedade a participar dessa discussão, para que a gente olhe especificamente para essa questão do lixo, porque não se trata apenas de um problema urbano, mas também da geração de trabalho e renda. Existem países comprando lixo. A Noruega tem várias indústrias que fazem a queima de resíduos para gerar energia elétrica, e elas compram lixo de países vizinhos. Enquanto isso, no Maranhão, onde temos uma produção altíssima de lixo, estamos desperdiçando recursos. Então, podemos resolver a problemática do lixo e ao mesmo tempo gerar riqueza para o nosso estado, com emprego e renda.
JP – Você já definiu sua atuação por meio das comissões técnicas da Assembléia?
RL – Estou na vice-presidência da Comissão de Obras Públicas, e inclusive já levantei a primeira discussão. Fiz um requerimento com pedido de informações para a Secretaria de Ciência e Tecnologia de uma obra que está há seis anos abandonada no município de Timon que é o centro tecnológico do Instituto Estadual do Maranhão. Na semana passada estive tratando desse assunto com o pró-reitor de Planejamento do Iema e com representante da construtora para que pudéssemos estabelecer um prazo de 150 dias para conclusão daquela obra, iniciada no governo do nosso saudoso Jackson Lago. Só quem sofre é a cidade de Timon e toda a Região dos Cocais, porque é uma escola técnica que poderia estar qualificando jovens de Timon, de Codó, de Parnarama, de Matões, de Caxias, de Presidente Dutra, de toda aquela região. É uma obra que ocupa quase 10 mil metros quadrados em área periférica da cidade, e que infelizmente não é entregue à população há seis anos, sem ninguém houvesse se manifestado nesta Casa até agora para cobrar a sua conclusão. Temos que fiscalizar as ações do governo, e é o que também estamos fazendo na Assembléia. Solicitamos as informações necessárias para averiguar as responsabilidades por essa paralisação e cobrar uma solução.
JP – De que outras frentes de trabalho você pretende participar como parlamentar?
RL – Também faço parte, como membro titular, de outra comissão importante, que é a de Meio Ambiente. Nela pretendo aprofundar ainda mais a discussão sobre os lixões do Maranhão. Dentro da comissão temática, teremos mais subsídios para trabalhar junto com os demais colegas e dar resultados, de fato, à sociedade. Na Comissão de Desenvolvimento Econômico, vamos tratar de questões relativas à agricultura familiar e tudo aquilo que diz respeito à geração de emprego e renda no nosso estado. Paralelamente, vou encaminhando às instituições competentes as demandas do nosso povo. Esta semana, por exemplo, estou solicitando ao secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, a instalação de uma delegacia de entorpecentes e de um núcleo da Polícia Civil em Timon, para combater mais efetivamente o tráfico que coloca em risco a segurança da sociedade, pois é o narcotráfico que garante o aumento da criminalidade, dos assaltos a mão armada e diversos outros crimes. Com esses instrumentos, conseguiremos combater o narcotráfico de forma mais efetiva.

Imagem: divulgação/internet
fonte: John Cutrim - Jornal Pequeno

É de estarrecer o comportamento de membros da oligarquia que se propõem ao serviço ‘sujo’ de atingir pessoas meramente por perseguição ou interesses políticos contrariados.
Desqualificar o prefeito Edivaldo Holanda Júnior por não ter participado de um evento de carnaval querendo associar, de maneira torpe, tal fato a sua condição religiosa é no mínimo desleal, rasteiro, jogar baixo.
É notório que o atual prefeito é evangélico. Foi criado no evangelho, desde criança, e assim continuou durante sua carreira política como vereador, deputado federal e agora prefeito. A população, sabendo disso, não por menos lhe fez o vereador e, por conseguinte, o deputado mais votado de São Luís, independente do seu credo e apeguismo a Deus.
Agora, em 2012, na campanha de prefeito, não foi diferente. Edivaldo foi eleito e todos já sabiam da sua fé, cantada e decantada durante toda a eleição. Afinal, qual o problema nisso? Ser um servo de Deus, seguidor – de verdade – dos seus ensinamentos é uma grande virtude, e não defeito! Não há nada que desabone Edivaldo neste item. É conferido em um estado laico em que vivemos o cidadão optar pelo que achar melhor no campo religioso. Seja católico, espírita, judeu etc.
Dizer que foi desrespeito à população o prefeito não ter ido ao evento de entrega da chave da cidade é querer distorcer, descontextualizar e manipular os fatos. Todos esses termos desairosos aí.
Vejamos bem. Provando que seu credo religioso não se misturará com os atos da sua gestão, uma vez que governa para todos (não somente um segmento), Edivaldo investiu na realização do carnaval. Além do circuito da praça Maria Aragão, ele descentralizou a festa em vários bairros da cidade.
A intenção é levar para mais perto dos moradores as brincadeiras, atitude enaltecida pelos brincantes.
Assim sendo, pois bem, cai por terra o argumento de que o prefeito, por ser ‘crente’, não iria realizar a festa momesca. A fez e ainda equacionou parte dos recursos a Saúde, medida correta/sensata aprovada pela população.
Quanto às críticas de que não foi à cerimônia de entrega simbólica da chave da cidade à Corte Momesca de 2013, Edivaldo (certamente trabalhando) designou como autoridade para tal o vice-prefeito, Roberto Rocha, que legitimamente abriu oficialmente o carnaval de São Luís.
Neste caso, a prefeitura esteve representada. Nenhum problema nisso, nenhum desrespeito. Ou a ausência de Edivaldo prejudicou a população e a cidade? Houve mortos e feridos, prejudicados ou lesionados por conta disso? Evidente que não. Nem poderia.
Seria falta de respeito, sim, todos nós concordaríamos, se a Prefeitura ficasse alheia ao Carnaval bem como não direcionasse nenhum investimento ou estrutura para a festa pagã. Daí os críticos teriam toda razão. O que não ocorreu.
Vale ressaltar que há católicos, espíritas, budistas etc. que não gostam do carnaval, preferem se recolher, ler, orar, rezar, meditar em vez da prática do hedonismo, aos prazeres da carne que em nada colaboram para o crescimento espiritual. Sem falar de todos os abusos, práticas de violência e, até às vezes, mortes que ocorrem neste período. Vale aqui meditação: se fosse um prefeito católico, caso faltasse no evento citado acima, será se falariam também que este não teria comparecido por ser católico? Hum…
Se a simples presença em festas e eventos carnavalescos significasse algo, o Maranhão não seria um estado atrasado, pobre, ocupando sempre os últimos lugares nos indicadores sociais, pois quando o assunto é show, baladas e zoação a governadora Roseana é frequentadora assídua, Expert no assunto. Já quando é para trabalhar… É preferível o trabalho às festividades.


(Do Blog John Cutrim)